O FATO É... PITORESCO.

O ano era 1978. O Fortaleza disputava a Copa Brasil (Campeonato Brasileiro),  e a delegação leonina encontrava-se em Ribeirão Preto para enfrentar o Comercial. Na capital, estava o ponta-direita Ricardo, vindo do futebol de Sergipe, indicado pelo técnico tricolor Alberto Menezes. Ricardo treinava há 10 dias, a fim de acertar contrato. Extraoficialmente, falava-se em 25 mil cruzeiros de luvas e 8 mil mensais, e mais moradia nos alojamentos Otoni Diniz, no Pici. Com 24 anos, Ricardo iniciou sua carreira no Sergipe, passou por Atlético Mineiro (juvenis), Santa Cruz (PE) e novamente Sergipe. Foi bicampeão sergipano em 1974 e 1975 e campeão pernambucano em 1976. Além do futebol, Ricardo também cursava Psicologia e estava no 3º ano. 

Ficha do jogador:

Nome: Ricardo Antônio Pereira Silva

Data de Nascimento: 10/08/1953

Local: Aracaju (SE) 

Clubes: Sergipe (juvenis), Atlético Mineiro (juvenis), Sergipe 1973 a 1975, Santa Cruz (PE) (1976) e Itabaiana (SE) (1979)

Títulos: Bicampeão sergipano 1974 e 1975 e campeão pernambucano 1976. 




1978. Ricardo era apresentado no Pici. (Jornal O Povo) 


O FATO OCORRIDO NA MADRUGADA DO DIA 05 DE ABRIL.

Na madrugada do dia 05 de abril, uma quarta-feira, Ricardo saiu do hotel onde estava hospedado (cruzamento da rua São Paulo com avenida Tristão Gonçalves), para conhecer a cidade. Por volta de zero hora, quando retornava, foi abordado por um agente da polícia, que deu voz de prisão a Ricardo, acusando-o de tentativa de roubo ao seu carro. Repentinamente, o agente disparou um tiro no tornozelo esquerdo de Ricardo, que sequer esboçou reação. Baleado, o atleta seguiu para o SOS (Tristão Gonçalves), onde teve a perna engessada. Ricardo comunicou a situação a um diretor do Fortaleza que foi acompanha-lo. Na volta a capital, Alberto Menezes ficou perplexo com o fato, pois conhecia o atleta desde as categorias de base do Sergipe. A direção tricolor acionou a justiça contra tal agente e o caso não mais foi noticiado. Depois dessa situação bizarra, Ricardo retornou a Aracaju, seguiu sua carreira e seu último clube foi a Itabaiana em 1979.     



Ricardo sendo entrevistado no hotel, após o ocorrido. (O Povo).


PESQUISA: DAVID BARBOZA.


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